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22 de abr. de 2013

Três passos para montar uma boa apresentação

Pra começar a semana eliminando um problema. Dicas rápidas de como montar um boa apresentação em público.

Três elementos resolvem 80% dos casos.


Até a próxima!

abs.

27 de ago. de 2012

Você pode até dominar o assunto, mas é preciso saber como falar!

Saber usar bem a voz tem grande determinação na comunicação eficiente. A fala representa quase 40% do impacto na apresentação e na determinação do sucesso no momento de passar a mensagem que desejamos. Basta perceber que passamos pelo menos 80% do tempo falando no ambiente de trabalho.

Você já deve ter percebido que alguém está nervoso, ansioso ou triste só de escutar a voz dessa pessoa... É bastante comum a gente ligar para alguém e perceber imediatamente se ela estava dormindo, se está chateada ou irritada com alguma coisa, não é?

Isto acontece porque a voz é uma fonte bastante reveladora de como está o nosso estado emocional. Assim como o corpo fala, contribuindo ou atrapalhando no entendimento da mensagem, com a voz é mesma coisa. Só que o conteúdo transmitido pela fala, não tem nada de intelectual. É emoção pura!

Significa dizer que, ainda que detenhamos um grande domínio do assunto, podemos passar insegurança, dependendo de como utilizamos a nossa voz.

Veja alguns exemplos diferentes mensagens das diferentes mensagens que nossa voz pode transmitir: 
    • Grave = seriedade, credibilidade
    • Extremamente grave = tristeza e falta de energia
    • Aguda = alegria e extroversão
    • Extremamente aguda = infantilidade, imaturidade, insegurança
Preste atenção na sua voz. Mesmo sem perceber, podemos falar de diversas maneiras:
  •  
    • Com a boca muito fechada
    • Muito baixo
    • Pra dentro
    • Gritando
    • Devagar
    • Rápido demais

O ideal é que a nossa voz ajude a potencializar a força da mensagem e também transmita credibilidade e segurança. A fala deve ser equilibrada, clara, fluente e firme, respeitar cada palavra sem mudar as sílabas e equilibrada num tom médio para passar tranquilidade, segurança, respeito ao outro e demonstrar que nossas ideias estão organizadas. 

Quando estamos roucos, gritamos, falamos aceleradamente ou de maneira muito lenta, podemos dar impressão de sermos mal-educados, rudes, agressivos ou estamos sem energia, cansados e até despreparados para apresentar nossas mensagens.
    Vale lembrar que o profissional indicado para tratar a voz é o fonoaudiólogo que vai identificar as necessidades individuais de cada um. Mas de maneira geral, devemos evitar:
    • Fumar - A fumaça agride as pregas vocais, provoca irritação, pigarro e tosse.
    • Beber - O álcool prejudica a saúde vocal porque anestesia as cordas vocais.
    • Ar condicionado - A umidade do ar diminui, resseca a garganta e laringe e danifica as pregas vocais.
    • Forçar a voz sem necessidade
    • Ansiedade e tensões
    • Excessos noturnos

    Tenha consciência de como utiliza sua voz e aproveite todo o potencial para alavancar sua carreira!

    13 de jan. de 2012

    Como se preparar para a prova oral

    No final de 2011, o Diário de Pernambuco me procurou para dar dicas aos candidatos de concursos públicos sobre como se sair bem na prova oral.

    Fizeram um quadro com as principais dicas que ficou muito didático e bem-humorado:



    Veja a reportagem completa:


    Admite-se

    Na ponta da língua 
    TIAGO CISNEIROS Especial para o Diario tiagocisneiros.pe@dabr.com.br
    Recife, domingo, 4 de dezembro de 2011
    Especialistas apontam tranquilidade, treino e autoconfiança como fundamentais para fazer uma prova oral
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    Imagem: JARBAS/DP
    “Etapas da seleção: avaliação objetiva, redação, PROVA ORAL”. Se esse último exame lhe salta aos olhos, como um problemão, está na hora de rever seus conceitos. Presente, sobretudo, em concursos da área jurídica, ele nem sempre é decisivo para a classificação. Mesmo assim, é interessante que o candidato esteja preparado para participar e, pelo menos, não fazer feio diante dos avaliadores. Para isso, tranquilidade, autoconfiança e treinamento são fundamentais.

    A preocupação com a prova oral não deve ficar para a véspera. Segundo a professora de oratória e apresentação em público Mariana Arantes, o principal erro dos candidatos a empregos e concursos é a falta de preparação. “Quando vão estudar para um exame oral, fazem como se fossem para uma avaliação escrita. Não pensam na forma, na fala”, diz. Às vezes, essa estratégia acaba dando errado na hora H, sobretudo porque o lado emocional, crucial nessas ocasiões, não foi trabalhado.

    “A pessoa não consegue dominar o nervosismo e organizar as ideias com início, meio e fim. Aí, aparecem as falhas de memória e de linguagem corporal”, observa Mariana. Segundo ela, entre os problemas mais frequentes nas apresentações em público e provas orais, estão o baixo volume da voz (o famoso “falar para dentro”), a cabeça virada para o chão, a fala acelerada, as mãos perdidas nos bolsos ou nas costas, o suor de nervosismo, o tremor e a “gagueira” eventual.

    Para se fazer entender (e, assim, se sair bem numa prova oral), é preciso dominar o conteúdo e reunir alguns atributos na expressão, como clareza, naturalidade, confiança e segurança. Caso contrário, os avaliadores poderão considerar que o candidato até entende do assunto, mas não é capaz de dar explicações. Ou até pior: que está só enrolando, por não saber a resposta.

    De acordo com Mariana, há duas boas formas de driblar esse risco. A primeira é treinar na frente do espelho. A outra, por mais estranha que pareça, é filmar-se (pode ser com o celular) explanando sobre os assuntos estudados, assistir à gravação e se avaliar. A professora acredita que isso ajuda na preparação, porque as pessoas não costumam ter muita ideia do que fazem quando estão falando. Depois de se verem em uma apresentação, é possível que os próprios candidatos reconheçam e consigam solucionar alguns erros de fala e de postura.

    Com essas atitudes de prevenção, fica mais fácil chegar ao exame com o necessário para se impor e responder com segurança. “A autoconfiança é reconhecida de longe, quando você entra no ambiente”, diz Mariana. Segundo ela, é importante que o candidato mantenha a coluna reta e a cabeça direcionada para seus avaliadores (mas sem demonstrar arrogância), utilize as mãos como instrumentos de expressão e evite movimentos bruscos, ousados ou repetitivos com as pernas. Um sorriso sincero – e tranquilo – também pode ajudar. 

    Você tem Inteligência Social? É isso que as empresas procuram hoje nos profissionais

    Bom dia, pessoal. Feliz 2012!

    Que tal começar o ano prestando atenção em como anda a sua Inteligência Social? Não sabe o que é isso?  É simples, esta é a qualidade, ou melhor, o conjunto de competências, que as empresas estão procurando nos profissionais e candidatos de hoje. Além de liderança, proatividade e espírito de equipe, atualmente é necessário que você desenvolva sua habilidade de conviver harmoniosamente com outras pessoas, principalmente se comunicando de forma eficiente, transparente, clara, objetiva, sabendo ouvir e dar retorno, sem descuidar da auto apresentação.

    Mais uma comprovação do que sempre dizemos que sua carreira depende de como você se expressa porque só conhecimento técnico não garante a vaga para ninguém. Está nos manuais ou é possível aprender na prática, mas transmitir conhecimento e transformá-lo em atitudes que geram resultados positivos para o grupo e para a empresa, não é tão simples.


    Abaixo, está o link para a revista IstoÉ, que tratou do assunto na semana passada de forma bem didática. Estabelecendo seis competências que é preciso desenvolver para se relacionar bem no ambiente de trabalho.

    São elas:

    Comunicação verbal
    Comunicação não-verbal
    Assertividade
    Auto apresentação
    Feedback
    Empatia


    http://www.istoe.com.br/reportagens/185664_A+ARTE+DE+SE+RELACIONAR

    Como você se avalia?

    12 de ago. de 2011

    Melhore sua imagem e fale melhor

    Segue em primeira mão para o nosso blog o artigo que será publicado em breve no Portal Qualidade Brasil:

    Como você está neste momento? Se alguém tirasse uma foto sua agora, como você apareceria? Qual a sua postura? Está com cara de sono ou muito cansado? Que roupa você está vestindo? E a pergunta principal: quantas vezes você já parou para responder para si próprio estas questões antes de fazer uma apresentação em público?


    Conforme o ditado popular que diz que as aparências enganam, muita gente não dá a atenção devida para a “forma” que se mostra na frente de outras pessoas. Baseia sua apresentação somente no conteúdo, na parte intelectual, na mensagem. Mas, vamos ser sinceros e nos lembrar de quando estamos na posição de espectadores: Quantas vezes você já reparou que alguém é corcunda, que se senta de forma desleixada, que está com a gravata torta, que as unhas estão mal feitas ou até sujas, que a roupa não combina? Pois é... somos todos iguais. E o ditado “As aparência enganam” está certo, porém incompleto. Ele deveria ser assim: “As aparências enganam sim, mas só chegam primeiro”.

    Antes de começarmos a falar em público, já estamos sendo avaliados. No momento da nossa entrada as pessoas já estão vendo tudo: A forma como cumprimentamos educadamente (ou não!) as outras pessoas; Se o nosso sorriso (ou ausência dele) é simpático ou nervoso; Se nossa forma de andar é tímida ou autoconfiante; Como estamos preparando nosso material antes de começar e até nossa (justificável porém, inadequada) “cara de decepção” se percebemos que o arquivo não abre; Tudo, absolutamente tudo já está sendo visto e percebido pelos espectadores e mais importante: já está dando as informações sobre nossa palestra antes mesmo que a gente ligue o microfone.

    Em resumo: nosso corpo fala primeiro que a gente! E fala muito mais do que gostaríamos ou percebemos!

    Doutor em Psicologia pela Universidade de Sorbonne, Paris, Pierre Weil, no livro O Corpo Fala – a linguagem silenciosa da comunicação não-verbal (Ed. Vozes), cita um estudo que “estima em 2.500 a 5.000 – e às vezes até 10.000 “bits” (unidades simples) – o número de sinais informativos que fluem, POR SEGUNDO, entre duas pessoas. Isto, evidentemente, inclui todas as mudanças que possam, em grau mínimo, ser discernidas por aparelhos registradores de alterações nas faixas percebidas como som, imagem, temperatura, tato, odor corporal, etc”. Ele quer dizer que “pela linguagem do corpo, você diz muitas coisas aos outros. E eles tem muitas coisas a dizer para você. Também nosso corpo é antes de tudo um centro de informações para nós mesmos.”

    Então, vamos voltar às nossas primeiras perguntas deste texto: Como você está neste momento? Você está pronto para sair na foto?

    Abraços,

    Mariana Arantes.

    6 de jun. de 2011

    The Speakers: jovens motivados e motivadores

    No sábado, dia 04, fui uma das palestrantes convidadas para falar no The Speakers, um evento que reuniu mais de 250 pessoas aqui no Recife sobre comunicação nos dias atuais.

    Foi uma experiência muito enriquecedora ver e conhecer jovens motivados a aprender a se comunicar melhor com outras pessoas, no ambiente de trabalho ou em casa, olhando a necessidade de aprender a falar e a interagir como algo importante para o crescimento pessoal e na carreira.

    Ao falar sobre as técnicas para aperfeiçoar a comunicação interpessoal percebi o quanto algumas questões, embora conhecidas e que teoricamente estão dominadas pelo grande público, ainda surtem grande repercussão. Entre elas, as vantagens de saber apresentar idéias e a necessidade de vencer a timidez para não perder posições.

    Nem estava na minha previsão da palestra, mas não resisti e acabei explicando para todos o quanto o tímido tem potencial para ser um bom comunicador, já que, geralmente, é uma pessoa mais atenta, mais observadora e que pensa muito antes de falar. E, portanto, tem menos chances de cometer uma gafe ou falar algo sem nexo.

    Na ocasião, também vi potencial em jovens que estão começando a vida profissional, mas que já se preocupam em ter "algo a dizer". Num espaço dedicado ao público, houve quem se arriscasse a falar em apenas cinco minutos sobre ética, código florestal e o mercado de trabalho para quem tem mais de 40 anos. Temas pertinentes, densos, mas que foram apresentados com coerência, bom senso e empolgação.

    Há a promessa de uma segunda edição. Sinceramente, espero que aconteça de verdade. Como sempre digo nas aulas, workshops e nos artigos, acredito que nossa carreira depende da forma como nos expressamos. Para o mercado, a comunicação eficiente não é mais vista como um diferencial, mas nem todos parecem ter acordado pra isso ainda. E quanto mais tarde o fizerem, mais prejuízo terão no âmbito pessoal e profissional também.

    Felizmente, os jovens organizadores e ouvintes do The Speakers mostraram disposição e atitude para mudar e investir na comunicação como um atributo essencial, inadiável e vantajoso.

    Veja abaixo, o vídeo do evento:


    15 de mar. de 2010

    A comunicação tem no mínimo duas partes envolvidas

    Esta reportagem de um Jornal de Sorocaba (SP) traz a visão de uma psicóloga sobre o que é de fato "se comunicar com as outras pessoas". Estabelece a necessidade de enxergarmos que na comunicação existem dois lados: quem fala e quem escuta.

    Veja a íntegra e o link:

    "Não é possível não se comunicar"


    Marcia Z. Setton

    Quando penso em comunicação, lembro que muitas pessoas dizem que se comunicam bem, porque falam bem, articulam bem as palavras, têm boa oratória, muitas vezes são expansivas e captam a atenção dos outros.



    Mas, será que isto é uma comunicação verdadeira, ou melhor, autêntica? Será que para se comunicar não precisamos de interlocutores? Será que com qualquer interlocutor a comunicação é igual? Se dominássemos tão bem a ‘técnica‘ da comunicação, isto deveria acontecer com qualquer pessoa. Mas todos sabemos que não é assim. Podemos observar que com algumas pessoas a conversa flui fácil, tranquila, enquanto que com outras, não dá para conversar nem por um minuto, que logo sai uma discussão.



    Se a comunicação fosse apenas uma produção racional dos seres humanos, como em geral acreditamos, isto não aconteceria. Mas, sob qualquer ação nossa, e considero a comunicação uma ação, podemos dizer que há uma emoção que a sustenta. Gosto muito de um autor, o biólogo Humberto Maturana, quando diz que: ao nos declararmos seres racionais vivemos uma cultura que desvaloriza as emoções, e não vemos o entrelaçamento cotidiano entre razão e emoção, que constitui nosso viver humano, e não nos conta de que todo sistema racional tem um fundamento emocional. (2002)



    Podemos observar que sob o efeito de alguma emoção aceitamos alguns argumentos que não aceitaríamos sob outras emoções. Por exemplo, coisas que foram ditas com raiva têm um poder e uma credibilidade diferente daquelas ditas na tranquilidade.



    Muitas vezes, no seio da família, com as pessoas mais próximas, mais queridas, é que a comunicação fica mais difícil. É tão difícil entender o outro, ou ser entendido. Ter uma conversa produtiva e com bom termo.



    Se por um lado, as expectativas não cumpridas, as mágoas (pequenas ou grandes), os assuntos não falados, os pequenos segredos, às vezes pequenas mentiras ‘inofensivas‘ se acumulam ao longo de toda uma vida familiar, por outro lado, as lealdades, as preferências, os vínculos afetivos, as afinidades também se avolumam. Desta forma vai sendo constituído um ‘caldo‘ de emoções confusas, às vezes contraditórias, que vão sustentar nossas comunicações familiares de modo recursivo, ou recorrente.



    Voltando a Maturana, penso que ele nos oferece algumas ferramentas para abrir novas possibilidades para nossas interações através da linguagem. Para ele, a emoção fundadora do modo de vida do homem, em interações que permitissem uma convivência social é o amor. Mas, ele não está falando de um amor romântico. O amor é compreendido como a emoção que aceita o outro como um legítimo outro na convivência.



    Pode parecer uma frase simples, ou até mesmo de efeito. Mas, se levarmos esta idéia para nossa família, escutaremos o outro como um legítimo outro, com seus desejos, quereres, necessidades, limitações, opiniões e afetos próprios e não necessariamente iguais ou parecidos com os nossos. Nem sempre nossos filhos são um prolongamento de nós mesmos.



    Será que nós conseguimos?





    Referência bibliográfica:



    MATURANA, H. (2002) Emoções e linguagem na educação e na política. Belo Horizonte, Editora UFMG.



    WATZLAWICK, P., BEAVIN, J.H., JACKSON, D. (1993) Pragmática da Comunicação Humana. São Paulo, Editora Cultrix





    Marcia Z. Setton é psicóloga, terapeuta familiar e professora do Sistemas Humanos Núcleo de Estudos e Práticas Sistêmicas de Sorocaba - mzsetton@gmail.com

    http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=33&id=272647